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Sindsaúde denuncia superlotação em Hospital Infantil de Vila Velha

Foto: Divulgação Internet

A superlotação do Hospital Estadual Infantil de Vila Velha (Heimaba) atingiu, nesta terça-feira (16), níveis alarmantes. Com atendimento improvisado nos corredores da unidade, os profissionais de saúde que atuam no local dizem não haver mais possibilidade de assistência às crianças. Em foto enviada por servidor do hospital, é possível ver que crianças, nos colos de suas mães, recebem soro em cadeiras que foram colocadas nos corredores.

Segundo os funcionários, o hospital tem ficado, todas as semanas, sem o serviço de pediatra socorrista das 19 horas de quinta-feira até as 7 horas da segunda-feira seguinte. O diretor do Sindsaúde, Valdecir Gomes do Nascimento, aponta ainda para a falta de técnicos de enfermagem e a infraestrutura precária para atendimentos. “Nunca vi um hospital infantil que não tem pediatra para atender durante quatro dias. Isso é gravíssimo”, comentou.

O problema de superlotação se agravou com a mudança de 26 leitos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) do Hospital Dório Silva para o Heimaba, em dezembro de 2016. Na época, a promessa do Governo do Estado era a de melhorar o atendimento, o que não ocorreu. Ao contrário, a situação se tornou ainda mais caótica.

“Nos últimos três anos, o número de leitos ofertados à sociedade capixaba vem diminuindo sistematicamente. O governo diminuiu as vagas tanto na compra de leitos, quanto na oferta nos hospitais públicos. É um crime isso que está sendo realizado. As mães estão sendo colocadas em cadeira com os filhos no colo para que possam ser atendidos”, declarou Valdecir.

Para o Sindsaúde, a mudança da UTIN do Dório Silva para o Heimaba faz parte do processo de sucateamento da saúde pública pelo governo do Estado para justificar a terceirização do Hospital Infantil de Vila Velha, que teve o processo licitatório de contratação da OS suspenso pelo Ministério Público do Espírito Santo.

“Durante o ano de 2016, o Heimaba gastou em torno de R$ 30 milhões com custeio. Por outro lado, o repasse previsto pelo Estado, caso a unidade fosse terceirizada, seria de R$ 87 milhões. Então, o governo está oferecendo dinheiro da população para empresas privadas travestidas de OS”, explicou o diretor.

Material de responsabilidade da Assessoria de Imprensa – Contato: Valdecir – 98118-8014

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