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O pequeno espartano da poetisa Márcia Zanandrea

TEXTO: Maurilen de Paulo Cruz

Pequenino (tamanho e número de páginas reduzidos) e espartano (poucas palavras) sem ser menor em meio à riqueza literária do Espírito Santo, “Ternura no Papel”, primeiro livro de poesias da vilavelhense Marcia Couto Zanandrea, está programado para ser lançado dia 4 de novembro (terça-feira), às 19 horas, na Biblioteca Pública Estadual (Rua João Batista Parra, 165, na Praia do Suá, Vitória, ES). A publicação foi viabilizada pela Lei Rubem Braga, do Município de Vitória (nº 3.730, de 05/06/1991).

 “Ternura no Papel” se caracteriza por poesias curtas, cada qual mal ocupando uma página, sem que isto prejudique a expressão e a ternura a que se refere seu título. Na verdade, tais efeitos se projetam na própria configuração do livro, cujas largura (12 cm) e altura (18 cm) são menores que o convencional (14 x 21 cm). Isto resulta na imagem de uma “criança dos livros”, o que desperta carinho (ternura) no leitor. Contribui Foto 1também a quantidade de páginas: apenas 70.

 O encurtamento das poesias decorre principalmente de um meticuloso trabalho com classes de palavras que, em geral, são expressivas por si sós, como substantivos e verbos. Com isto, a autora prescinde, por exemplo, de elementos gramaticais que ajudariam na compreensão (como preposições e/ou conjunções), mas sem dúvida exigiriam frases (versos) mais extensas.

 Outro aspecto que tem grande influência nas poesias é que Marcia é artista plástica (currículo nas duas páginas finais do livro), por isto “escreve como quem desenha, com uma sensibilidade suprema”. A ponderação, que dispensa qualquer outro comentário a respeito, é da apresentadora do livro, Anacoeli Cacciari.

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