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E a saúde da Serra continua pedindo socorro

A jornalista responsável pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) entrou em contato com a nossa redação na segunda-feira (15/05), e solicitou uma entrevista com a subsecretaria de saúde Cristiane Stem para esclarecer os fatos sobre a matéria publicada no jornal digital Serra Noticias na mesma data, referente ao ocorrido na Upa de Serra Sede na noite de domingo (14/05).

Foto: Divulgação Internet

A solicitação foi atendida, e a jornalista ligou para a subsecretária e realizou a entrevista via whatsapp,  através de uma nota enviada pelo  mesmo aplicativo, a subsecretária  deu o parecer sobre o ocorrido. Veja a matéria completa acessando o link http://serranoticias.com.br/saude-na-serra-pede-socorro/

Porém, parece haver uma contradição entre a nota enviada pela subsecretaria de saúde e a real situação. Sendo que, a realidade não parece a mesma, pois os e-mails que chegam a redação do Serra Noticias relatam fatos e situações que ocorrem frequentemente tanto na Upa de Serra Sede, quando na Upa de Carapina e nas demais Unidades Básicas de Saúde.

Nossa redação foi procurada pela munícipe Tatiane Nunes, que relatou um fato ocorrido na noite do dia 05 de maio (sexta feira). Por volta das 19:40h deu entrada com seu filho na UPA de Carapina, a principio com suspeita de apendicite, o que depois viria a ser apenas infecção urinaria.

“Cheguei com meu filho na Upa de Carapina fui até a recepção de atendimento e relatei o que ele estava sentindo. Após a triagem, que foi identificado urgência (tarja laranja) levou quase 2h para o atendimento, nisso a sala de espera já concentrava dezenas de crianças e mães a espera de atendimento, dentre elas muitas com prioridade de Urgência. Procurei então, os servidores do atendimento na recepção. E

perguntei quantos médicos haviam para o atendimento; Os servidores não souberam responder, e disseram que, quem tinha essa informação eram os guardas. Questionados os guardas disseram haver apenas 2, um na emergência e outro no atendimento, e que o correto seria ter 4, mas que 1 não foi trabalhar e outro havia ido embora porque passou mal. Novamente, me dirigir a recepção e solicitei a presença do responsável pela unidade, no caso a diretora, mas os servidores disseram que não havia diretora naquele horário. Então, perguntei se havia um responsável, alguém que respondesse pela unidade; os servidores disseram que a noite não existe responsável que todos trabalham por conta própria, que não existe ninguém para fiscalizar e cobrar agilidade dos médicos. Logo em seguida, os servidores receberam uma ligação da diretora mandando fechar as portas da unidade e não atender mais ninguém, e assim os servidores juntamente com os vigias atenderam a ordem da diretora e o fizeram, fecharam as portas destinadas ao atendimento infantil. As pessoas que aguardavam reagiram e ficaram revoltadas, e com razão, alguns por estarem presos e outros por terem a porta do estabelecimento publico fechado na cara. Os próprios servidores disseram que não aguentam mais essa situação, confessaram que esta situação já é normal a algum tempo”, conta a Tatiane Nunes.

Contudo, neste relato fica o questionamento: A realidade vivenciada pelos munícipes diariamente nas Upas e nas UBS é como esta relatada acima, ou a realidade apresentada pela prefeitura da Serra é outra, completamente diferente.

Será que prefeitura da Serra está realmente fechando os olhos perante situações como esta?. Ou será simplesmente a falta de capacitação para gerenciar as Upas e UBS?  Deixe aqui a sua opinião webleitor.

 

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