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Após anunciar liberação do FGTS, o governo estuda restringir saques.

Nem completou 30 dias do anuncio da liberação do FGTS, e o governo busca limitar o pagamento das contas inativas do fundo.

Sugestão de pauta enviado pelo web leitor Welington Nannall

Imagem: Divulgação Internet

Às vésperas do último Natal, o presidente Michel Temer anunciou um pacote de medidas para estimular a economia brasileira que passa por um momento crítico. O carro-chefe do pacote era a liberação de saques das contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). O intuito do pacote era melhorar a imagem do presidente e a avaliação do governo.

Essa medida liberaria R$ 30 bilhões do fundo. Na época, como afirmou o presidente Michel Temer, que esse dinheiro ajudaria os trabalhadores a quitarem suas dividas e em contra partida auxiliaria a retomada da economia.

Mas, após analises dos números, o governo descobriu que cerca de 2% das contas inativas contêm um montante bastante expressivo do volume total destes recursos que poderiam ser sacados.

Com isso, o governo começou a estudar alternativas, para encontrar uma solução e criar um mecanismo para limitar o numero de trabalhadores que poderão sacar o FGTS. De inicio, essa restrição será somente nas contas, que possuem saldo muito alto, que pertencem a pessoas com maior renda.

Como não obteve resultado com a medida, a ideia do governo, nesses casos é incentivar os trabalhadores que a vantagem seria aplicar o dinheiro do FGTS em aplicações financeiras mais vantajosas, em vez de consumi-lo.

O argumento, de que a medida não causaria danos aos benefícios e reanimaria a economia, foi um jargão sempre utilizado pelas incorporadoras para impedir as iniciativas semelhantes do governo. Pois, o dinheiro do FGTS é usado para financiamentos de imóveis e projetos de saneamento básico.

Ao buscar uma trava para os saques, o governo procura tanto reter parte dos recursos no FGTS como agradar os empresários da construção, que negociam com o governo um pacote de estímulo ao setor.

Isso com certeza vai gerar um desgaste. E para proteger o governo de um eventual recuo, aliados ensaiam um discurso: “se caso a restrição vier, a mesma incidirá sobre um pequeno numero de pessoas, preservando trabalhadores endividados e de baixa renda, que são o principal alvo da medida”.

A Caixa Econômica Federal, responsável pela administração do FGTS, prometeu divulgar em fevereiro um calendário para os saques, de acordo com a data de nascimento dos trabalhadores.

 

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